Tempus de Liber
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   Um espaço de livros, de quem gosta de livros, para quem gosta de livros. Sem pretenciosismos, apenas livros.

novembro 14, 2005



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"Profissões do Livro convida todos os apaixonados pela leitura a descobrirem os verdadeiros bastidores do livro. Mas também desafia os profissionais do sector a adoptarem outras metodologias de gestão, os investigadores a testarem novas hipóteses, e as instituições a patrocinarem estudos à escala nacional. Abandonando a óptica de produção da «cadeia do livro» com os seus «elos» de tipo fabril, o autor propõe um novo paradigma: a visão sistémica da «rede social do livro», onde se cruzam protagonistas de diferentes formações, em diálogo interdisciplinar.
Entretanto, novos peritos em «produção» (editores e gráficos) e em «difusão» (críticos e livreiros) estão a chegar à antiga mas nunca tão florescente indústria cultural do livro impresso. E perguntam-se como passar para o lado dos diferentes clientes a notícia da qualidade técnica em que tanto investem. Será que, a médio prazo, vão ser percebidas mudanças na paisagem do livro português? "



Publicado por consulta_leitura em 05:38 PM | Comentar (0)

setembro 26, 2005


Esta última estrofe a fazer tanto sentido agora como naquela altura...


Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!


-quadra do poema "O Infante", d´"A Mensagem", Fernando Pessoa



Publicado por andre2010 em 12:54 AM | Comentar (0)

setembro 25, 2005


Diário Remendado (1971 - 1975) - Luiz Pacheco


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Luiz Pacheco, libertino, magoado pela vida e por ele próprio sem nunca o ter sentido. Viveu como quis, escreveu como quis, criticou como quis, fodeu como quis. Lamentações não as tem, ou se as tem, não as admite. Prestou à cultura portuguesa um enorme serviço não só como escritor, tradutor, mas, na minha opinião, principalmente como editor (lembremos a "Antologia da Poesia Erótica Portuguesa" organizada por Natália Correia, isto em 1965, como um exemplo apenas e nem sequer o mais importante). Depois do documentário transmitido na 2: sobre esta figura o povo português quis saber quem era este Luiz Pacheco de quem nunca falou o Professor Marcelo, e que de repente tem uma obra imensa e todos pediam a "Comunidade" e "O libertino em Braga" e etc, etc, etc. Em resposta a esta procura a Dom Quixote lança este "Diários Remendados". Coisa pouca, mas de assinalar. Já veio tarde. O interesse dos portugueses durou duas semanas e Luiz Pacheco mora de novo sozinho na lar do Príncipe Real. Ninguém o conhece mais. O livro vale a pena? Sim e não. Para a grande maioria de nós que não conhece a sua obra este livro não vale muito. É biográfico, podemos conhece-lo? Dificilmente. Não é esse tipo de livro. Parte antes de um princípio que é o de já conhecermos parte da sua vida e querermos compreender melhor. Vale sim, nesse sentido, o de conhecermos a sua visão sobre aquilo que fez. Mas de que serve isso sem saber o que foi que ele fez? Sem sombra de dúvida vale mil vezes mais ver o documentário e depois sim ler este livro e esperar ansiosos que as suas obras nos cheguem uma vez mais às mãos.

Apesar das grandes obras continuarem no domínio privado, ou também no domínio de alguns alfarrabistas (que cobram e bem), temos algumas coisas editadas:

Raio de Luar ( Prefacio de Rui Zink) - Pacheco, Luiz (Oficina do Livro)

Doutores, a Salvaçao e o Menino Jesus, os ( Conto de Natal) - Pacheco, Luiz (Oficina do Livro)

Mano Forte: Dezassete Cartas de Luiz Pacheco a Antonio Jose Forte ( Ediçao Especial) ( Trans-Criçao e Apresentaçao de Bernardo de sa Nogueira) - Pacheco, Luiz (Liv. Alexandria)



Publicado por consulta_leitura em 12:08 PM | Comentar (0)

Inveja - Mal Secreto - Zuenir Ventura


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Esta é a capa da edição brasileira (a edição portuguesa bate esta largamente) de um livro que não se deve perder.


Este "ensaio" faz parte de uma colecção editada no Brasil sobre os sete pecados, supostamente, mortais, organizada, a pedido, por autores célebres sul-americanos - Zuenir Ventura (Inveja); José Roberto Torero (Ira); Luís Fernando Veríssimo (Gula); João Ubaldo Ribeiro (Luxúria); João Gilberto Noll (Preguiça); Tomás Eloy Martinez (Soberba); Ariel Dorfman (Avareza) - que escolheram eles próprios o pecado.


Entre nós passaram já dois destes pecados, o da Gula com "O Clube dos Anjos", de Luís Fernando Veríssimo, e a Luxúria com a "Casa dos Budas Ditosos", de João Ubaldo Ribeiro, ambos da chancela da Dom Quixote. Quem já os leu compreenderá decerto que vale a pena ler toda a coleção inclusivé este "Inveja", mal secreto pois ele é o único pecado que ninguém confessa, nas palavras do autor. Interessante, escrita envolvente e cuidada, onde se misturam as histórias pessoais, as história dos outros, ou "simples" dicertação. Mais um Oásis!



Publicado por consulta_leitura em 11:47 AM | Comentar (0)

agosto 05, 2005


Este Verão


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Porque no verão é tempo de Sparks, de Allende, de Paulo Coelho e todas essas m&$#*#*, salva-se este livro. Contos, do mesmo autor de À Espera do Centeio , romance revolucionário da literatura america, que nos enchem de diversão, mas também de emoção. A não perder, este verão!



Publicado por consulta_leitura em 06:49 PM | Comentar (0)

maio 18, 2005


Os Papéis de K. - Manuel António Pina


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Pequena delícia. A prosa narrativa de Manuel António Pina que nos envolve docemente e nos obriga ao desejo de virar de página. Uma história em jeito de conto que nos fala da memória, até que ponto esta é fiável e sobre as mentiras que acabamos pregando a nós mesmos.



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maio 14, 2005


Presépio Barroco Português - Arnaldo Pinto Cardoso


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Um livro extremamente belo. Com incrível qualidade de impressão e fotográfica, obra da editora italiana FMR. Um dia todos os livros serão assim :)



Publicado por consulta_leitura em 05:39 PM | Comentar (0)

maio 13, 2005


Budapeste - Chico Buarque


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Uma pequena delícia. Somos levados numa narrativa embaladora, sedutora, pelos caminhos, e descaminhos, de Budapeste e Rio de Janeiro onde as escolhas são o mote para a compreensão do homem enquanto ser vagueante e incerto.

 

"Cheguei ao Danúbio tão depressa que olhei meus pés, para me assegurar de andar com eles e não com o pensamento."



Publicado por consulta_leitura em 01:34 PM | Comentar (0)